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Análise

Preços dos combustíveis na Europa, balanço semestral 2026: +13.5% — onde encareceu e onde não

Entre janeiro e o fim de junho de 2026, a gasolina na Europa subiu em média de 1.53 para 1.74 €/L (+13.5%) — cerca de 10 € a mais por depósito de 50 litros. A Dinamarca saltou +24.9%, enquanto Malta ficou estável e a Espanha mal se mexeu. O balanço completo país a país, dos nossos dados semanais.

A manchete: atestar custa cerca de 10 € a mais do que em janeiro

Meio-tempo de 2026: comparámos o preço médio da gasolina das primeiras semanas de janeiro com o das duas últimas semanas de junho, para cada país que acompanhamos semanalmente (dados do EU Oil Bulletin). O resultado é inequívoco — a Europa encareceu. O preço médio da gasolina passou de 1.53 €/L em janeiro para 1.74 €/L no fim de junho (+13.5%). O gasóleo subiu até um pouco mais depressa: de 1.52 para 1.74 €/L (+14.6%).

No dia a dia: um depósito de 50 litros custa cerca de 10 € a mais do que no início do ano. Quem atesta de duas em duas semanas paga, ao nível de junho, cerca de 130 € a mais por ano — sem conduzir um quilómetro a mais.

Mas a média europeia esconde uma amplitude enorme: alguns países saltaram um quarto, outros mal se mexeram. Eis o quadro completo.

As grandes subidas: Dinamarca +24.9%, Bulgária +22.8%

Seis países destacam-se com subidas de cerca de um quinto ou mais (gasolina, janeiro vs fim de junho):

  • 🇩🇰 Dinamarca: +24.9% — de 1.88 para 2.35 €/L, a subida mais íngreme da Europa e agora claramente a gasolina mais cara do continente.
  • 🇧🇬 Bulgária: +22.8% (1.22 → 1.49) — doloroso precisamente porque a Bulgária partiu entre os países mais baratos.
  • 🇫🇮 Finlândia: +21.5% (1.78 → 2.16)
  • 🇧🇪 Bélgica: +21.4% (1.46 → 1.77)
  • 🇱🇹 Lituânia: +19.7% (1.42 → 1.70)
  • 🇨🇿 Chéquia: +19.1% (1.36 → 1.62)

No gasóleo, a Bulgária lidera mesmo a tabela (+24.6%), seguida de perto pela Finlândia (+21.2%) e pela Bélgica (+20.8%).

O canto estável: Malta inalterada, Espanha e Alemanha quase paradas

Agora a parte surpreendente — um punhado de países escapou quase por completo à subida:

  • 🇲🇹 Malta: ±0.0% — inalterada em 1.34 €/L. Os preços malteses são fixados administrativamente e simplesmente não se mexeram. Continua a ser de longe o sítio mais barato da Europa para atestar.
  • 🇪🇸 Espanha: +1.9% (1.44 → 1.47) — notavelmente calma para um mercado tão grande, e ótima notícia para quem vai de férias.
  • 🇮🇪 Irlanda: +4.0% (1.72 → 1.79)
  • 🇩🇪 Alemanha: +5.9% (1.79 → 1.89) — o maior mercado da Europa viu só uma fração das subidas dos vizinhos; o gasóleo alemão subiu apenas +4.7%.

Nenhum país acompanhado ficou realmente mais barato no semestre — mas ao lado dos +24.9% da Dinamarca, os +1.9% da Espanha parecem um congelamento de preços.

Os grandes mercados num relance

Assim fecharam o semestre os seis maiores mercados da Europa ocidental (gasolina, fim de junho):

  • 🇩🇪 Alemanha: 1.89 €/L (+5.9%) · Gasóleo 1.76 € (+4.7%)
  • 🇫🇷 França: 1.96 €/L (+14.9%) · Gasóleo 1.92 € (+18.6%)
  • 🇮🇹 Itália: 1.85 €/L (+13.2%) · Gasóleo 1.95 € (+17.8%)
  • 🇪🇸 Espanha: 1.47 €/L (+1.9%) · Gasóleo 1.54 € (+11.5%)
  • 🇳🇱 Países Baixos: 2.22 €/L (+10.2%) — o único grande mercado acima dos 2,20 €
  • 🇦🇹 Áustria: 1.68 €/L (+14.8%) · Gasóleo 1.75 € (+17.9%)

O velho padrão aguentou o semestre: Países Baixos e nórdicos no topo, Espanha e Europa centro-oriental mais baratas — mas as distâncias mudaram bastante, porque o Leste barato subiu muito mais depressa do que o Oeste caro.

Porque subiram os preços — e porquê de forma tão desigual

O nível da subida vem sobretudo do mercado mundial: o crude e os produtos refinados encareceram na primavera de 2026, e cada preço de bomba na Europa carrega esse custo mundial.

A desigualdade é caseira. O preço do litro é grosso modo metade impostos (imposto especial fixo mais IVA), e cada governo fixa os seus. Há países que mudam impostos na viragem do ano e ajustam taxas a meio do ano; mercados regulados como Malta seguram os preços por decreto. Somam-se efeitos locais — manutenções de refinarias, custos de distribuição, concorrência. É assim que a Bulgária pode subir mais de 20% enquanto a Espanha, que importa do mesmo mercado mundial, mal se move 2%.

Um padrão salta à vista: várias das maiores subidas são de países que começaram o ano entre os mais baratos (Bulgária, Lituânia, Chéquia). Parte do primeiro semestre de 2026 foi o Leste barato a apanhar o Oeste caro.

O que significa para o teu verão — e onde estão os preços hoje

Para a época de férias, o balanço semestral traduz-se em conselhos práticos:

  • Rota por Espanha? Atesta lá — mal encareceu desde janeiro e está bem abaixo da média da UE.
  • A caminho da Dinamarca ou da Finlândia? Atravessa a fronteira de depósito cheio; a diferença nunca foi tão grande.
  • Malta continua a ser o paraíso do combustível a 1.34 €/L.
  • Em qualquer rota transfronteiriça, o ranking ao vivo de todos os países e o nosso guia do país com combustível mais barato mostram onde o depósito custa menos, atualizados semanalmente.

Estes números semestrais são uma fotografia congelada (janeiro vs fim de junho de 2026). Os preços de hoje continuam a mexer-se todas as semanas — consulta a visão geral europeia dos combustíveis, países como a Dinamarca ou Malta, ou o guia de combustível da Europa antes de partir.

FAQ

Quanto subiu a gasolina na Europa no primeiro semestre de 2026?

Nos países acompanhados semanalmente, o preço médio da gasolina passou de 1.53 €/L em janeiro para 1.74 €/L no fim de junho de 2026 — uma subida de 13.5%. O gasóleo subiu 14.6% no mesmo período. São cerca de 10 € a mais por depósito de 50 litros.

Que país teve a maior subida dos combustíveis em 2026?

A Dinamarca: a gasolina subiu 24.9%, de 1.88 para 2.35 €/L entre janeiro e o fim de junho. Seguem-se a Bulgária (+22.8%), a Finlândia (+21.5%) e a Bélgica (+21.4%). No gasóleo lidera a Bulgária com +24.6%.

Onde os preços dos combustíveis NÃO subiram em 2026?

Malta ficou totalmente estável em 1.34 €/L graças a preços fixados pelo Estado, e a Espanha subiu apenas 1.9%. Também a Irlanda (+4.0%) e a Alemanha (+5.9%) tiveram subidas muito abaixo da média europeia de 13.5%.

Porque subiram os preços de forma tão diferente entre países?

A subida geral veio do encarecimento do crude e dos refinados, que afeta todos. As diferenças vêm de fatores nacionais: impostos especiais e IVA são cerca de metade do preço da bomba e cada governo fixa os seus, alguns países ajustaram taxas durante o ano, e Malta regula totalmente os preços. Efeitos locais de refinação e distribuição alargam a amplitude.

Onde está o combustível mais barato na Europa neste momento?

No fecho do semestre, Malta era a mais barata a 1.34 €/L — e continua a ser, porque os preços são regulados. Entre os mercados maiores, a Espanha (1.47 €/L) destaca-se por ser barata E estável. Para os números de hoje, consulta o nosso ranking europeu ao vivo — os preços atualizam-se semanalmente.

Dados de fontes oficiais da UE.